Cabeçario animais

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domingo, 19 de maio de 2013

MAU HÁLITO DOS CÃES PRECISA SER TRATADO

Um bafo de cão

Ele é mau sinal — e não só porque é pra lá de desagradável. O hálito fedorento indica que seu cachorro está com problemas periodontais que, se forem em frente, podem até mesmo comprometer órgãos importantes


Vamos admitir: todo cão tende a exalar um hálito forte. Mas, quando dá para sentir o aroma a distância e ele parece insuportável — quando seu amigo o encara, por exemplo —, fique de olho. De olho na boca do animal, bem entendido. Em uma situação dessas, é possível que você note uma área mais avermelhada nas gengivas e até pequenos pontos sangrando. São sintomas típicos das doenças periodontais, provocadas pelo acúmulo de tártaro e placa bacteriana nos dentes. A menor das ameaças, no caso, é seu cachorro terminar banguela. Sim, porque esses males podem abrir brechas para micróbios que atacam órgãos vitais como coração, rins e fígado.

Nada disso acontece quando o cão é submetido a escovações diárias nos dentes. "O ideal é que ele se acostume com isso desde filhote", orienta o veterinário e cirurgião Herbert Lima Corrêa, do Centro Odontológico Veterinário, a Odontovet, em São Paulo. "Essa rotina evita as infecções por trás do mau hálito, que ameaçam a saúde do bicho", alerta.

Se o seu animal não está acostumado a esse trato diário no sorriso, nunca é tarde para começar. O mais difícil, às vezes, é disciplinar o dono: "Ele precisa reconhecer a importância da escovação para se sentir motivado", observa o veterinário Marco Antonio Gioso, que é professor da Universidade de São Paulo.

O veterinário e adestrador Wagner Zoriki, da Organização Cão Cidadão, em São Paulo, acrescenta que o momento de cuidar dos dentes deve ser prazeroso para o cão, assim você não corre riscos de ser mordido. "Quando for apresentar a escova e a pasta dental, recompense com um petisco. Dessa forma, ele associará o momento da limpeza a um agrado", ensina.

Tanto a escova quanto a pasta devem ser apropriadas para o uso canino. O creme dental, aliás, pode ser engolido, porque cachorro não faz bochecho nem cospe. O sabor? Existem pastas com gosto de carne, de frango... Caso o tártaro já tenha se instalado, o jeito será partir para o tratamento, que consiste em raspar as gengivas e polir os dentes. E sempre leve seu cachorro ao dentista — pelo menos uma vez por ano.  


OS MAIS BAFORENTOS
Estas são as raças mais sujeitas ao tártaro e, portanto, ao mau hálito
›› Yorkshire
›› Cocker spaniel
›› Poodle
›› Maltês


Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0309/bichos/conteudo_431181.shtml

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA


A Leishmaniose visceral canina é uma doença grave que acomete vários mamíferos, transmitida por um protozoário que tem o nome científico de Leishmania chagasi (infantum). O seu principal transmissor (vetor) é um inseto (flebotomíneo), da espécie Lutzomyia longipalpis, também conhecido como “mosquito palha”. O contágio em cães e no homem ocorre através da picada do inseto infectado.
O cão é considerado um importante reservatório do parasita pela sua proximidade com o homem e constitui o principal elo na cadeia de transmissão de Leishmaniose visceral nas zonas urbanas. Há outros animais silvestres que podem servir de hospedeiros intermediários desta doença, mas é impossível pegar a doença por contato direto com esses animais.
A Leishmaniose não é transmitida através de lambidas, mordidas ou afagos. O contágio ocorre somente através da picada da fêmea infectada do “mosquito palha”.

Principais sintomas
O aparecimento dos primeiros sintomas da Leishmaniose, após a transmissão pela picada do “mosquito palha”, pode demorar semanas ou até alguns anos; cerca de 20% dos animais infectados podem nunca manifestar sintomas. A maioria dos animais aparenta estar saudáveis na época do diagnóstico clínico, mas quando desenvolvem a doença podem apresentar os seguintes sintomas:
  • Apatia (desânimo, fraqueza, sonolência);
  • Perda de apetite;
  • Emagrecimento rápido;
  • Feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda (que demoram a cicatrizar);
  • Pelos opacos, descamação e perda de pelos;
  • Crescimento anormal das unhas (onicogrifose) com o avanço da doença;
  • Aumento abdominal (“barriga inchada” pelo aumento do fígado e do baço);
  • Problemas oculares (olho vermelho, secreção ocular);
  • Diarreia, vômito e sangramento intestinal.

    Diagnóstico
    Ainda não existe um método de diagnóstico que seja 100% específico para identificação da Leishmaniose visceral canina. Porém, a associação dos vários métodos disponíveis permite a obtenção de diagnósticos com boa sensibilidade e especificidade. Ao observar que seu animal está com sintomas que podem ser indicativos de Leishmaniose, é importante que você consulte um veterinário de sua confiança o mais rápido possível.
    O diagnóstico da Leishmaniose é complexo e requer a realização de vários exames laboratoriais associados ao exame clínico para se chegar a um resultado definitivo. Geralmente, são realizados exames iniciais de triagem, chamados exames sorológicos (ELISA e RIFI) e depois devem ser solicitados os exames parasitológicos ou moleculares para confirmar a infecção. Não existem métodos de diagnóstico que sejam 100% confiáveis.
    Portanto, recomenda-se:
  • Utilizar sempre mais de um método diagnóstico durante o exame de um animal suspeito de estar com Leishmaniose visceral canina, pois o uso isolado de determinada técnica pode dar margem à ocorrência de falsos negativos ou falsos positivos.
  • Peça ao veterinário que acompanhe a etapa de coleta do material para garantir que a mostra seja adequadamente coletada e conservada, e que seja enviada a um laboratório credenciado e de confiança.
  • Sempre realizar um exame parasitológico ou molecular para confirmar a infecção.
Como você pode ajudar?
Como a Leishmaniose visceral canina é uma doença grave e seu tratamento é complexo, a prevenção é a estratégia mais recomendada para o controle dessa doença.
O controle do inseto transmissor é considerado a melhor opção na luta contra a doença, segundo a Fundação Nacional da Saúde.

Cuidado com áreas de potencial contágio
Os donos dos cães devem observar alguns cuidados em áreas úmidas ou de decomposição de lixo:
  • Evitar acúmulos de lixo no quintal e descartar o lixo adequadamente: é uma maneira de contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos.
  • Manter o ambiente do cão, o quintal ou a varanda sempre limpos, livre de fezes e acúmulo de restos de alimentos e folhagens.
  • Manter a grama e o mato sempre cortados, com retirada de entulhos e lixo, evitando a formação de uma fonte de umidade e de matéria orgânica em decomposição.
  • Utilizar spray repelentes ou inseticidas ou cultivar plantas com ação repelente, como a citronela ou neem, no ambiente.
Medidas para proteger o seu cão da leishmaniose visceral canina:
  • Vacine o seu cão anualmente com vacinas específicas para a Leishmaniose. Atualmente existem duas vacinas licenciadas pelo MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: a Leishtec® e a Leishmune®
  • Utilize coleiras impregnadas com inseticidas (Scalibor®: trocar a cada seis meses) ou produtos spot on (solução em gotas aplicadas topicamente) de ação prolongada, que devem ser reaplicados a cada mês, inclusive ao transportar os animais para outras regiões
  • Evite passeios com o seu cão no final da tarde e início da noite, que é o horário de maior atividade do mosquito palha
  • Use telas de malha bem fina no canil ou na casinha do cachorro, nas portas e janelas de sua casa
  • Utilize plantas com ação repelente a mosquitos (como citronela e neem)
  • Manter o abrigo do seu cão sempre limpo, sem fezes ou restos de alimento.
Conheça a legislação sobre Leishmanioses
PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1.426, DE 11 DE JULHO DE 2008, que proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
DECRETO Nº 51.838, DE 14 DE MARÇO DE 1963, que baixa normas técnicas especiais para o combate às leishmanioses.

               ANTES                  APÓS O TRATAMENTO

Trata Leishmaniose 

Trata Leishmaniose 
Trata Leishmaniose 

Fonte das fotos:  http://www.fielamigo.com.br/trata/

Fonte texto: http://www.wspabrasil.org/wspaswork/Caesegatos/controlededoencas/leishmaniose/Default.aspx

domingo, 26 de agosto de 2012

DOR DE OUVIDO ATINGE CÃES E GATOS

Os bichinhos também sofrem com a dor de ouvido, doença bastante comum em animais de estimação.  O maior problema é que o dono geralmente não percebe os sintomas, o que pode agravar a situação. Chamada de otite, a doença pode ser identificada pela infecção do conduto auditivo em cães e gatos. “São várias as causas da patologia, que podem ser parasitárias, alergopatias, doenças hormonais ou a presença de corpos estranhos como sementes e areia”, comenta a especialista em dermatologia do Hospital Veterinário Batel, Kelly Cristina Cruz Choque

Segundo a especialista, o problema é mais comum em cães e o principal complicador é o surgimento de infecções secundárias. “A presença de inflamação leva à proliferação de bactérias e fungos que vivem normalmente nos condutos auditivos, o que pode desencadear outros problemas”, relata.

A médica avalia que alguns hábitos podem contribuir para o desenvolvimento da doença como limpar o ouvido do animal com soluções inadequadas. “Às vezes o proprietário pensa que está fazendo uma limpeza adequada da região, mas se não tiver orientação médica, isso pode desenvolver a inflamação contínua do ouvido, prejudicando a saúde do pet”, explica.

Outro fator que pode predispor o animal a sofrer de otite é a anatomia dos ouvidos, assim como a condição genética de determinadas raças. “As orelhas pendulares do cocker, os condutos tortuosos e estreitos do sharpei e o excesso de pelo no ouvido externo nos terriers, por exemplo, são predisposições que podem contribuir para o aparecimento da patologia”, afirma.

Para o dono identificar se o animal sofre com o problema, Kelly recomenda observar se ele demonstra algum desconforto como coceira frequente na região das orelhas, apresenta vermelhidão ou inchaço no ouvido e cheiro desagradável no local. “Esses são sinais de que algo incomoda o bichinho e que ele precisa de uma avaliação médica. Também não se deve fazer a automedicação, pois a utilização errada de remédios pode causar resistência ao medicamento ou prejudicar ainda mais o quadro clínico”, alerta.

Fonte: Hospital Veterinário Batel

terça-feira, 5 de junho de 2012

OBESIDADE NOS GATOS


A obesidade constitui presentemente uma das patologias mais frequentes na prática clínica e nem sempre é reconhecida pelos proprietários dos animais. Afecta cerca de  12% dos gatos.
O Médico Veterinário será capaz de avaliar com maior objectividade o estado de adiposidade do seu animal. De qualquer modo existem algumas características anatómicas que podemos utilizar para avaliar o grau de obesidade do seu animal em casa.

Sobrenutrido:


1- Costelas palpáveis com uma camada de gordura a cobrir; gordura abdominal e nas ancas perceptíveis mas não muito evidentes; abdómen normal.

2- Costelas não facilmente palpáveis com uma certa camada de gordura; vertebras lombares muito marcadas; ancas dificilmente visíveis;
arredondamento do abdómen, camada gordura abdominal .
3- Costelas não palpáveis cobertas com uma camada excessiva de gordura; zona da anca não perceptível; arredondamento evidente do abdómen com acumulação de gordura; abdómen proeminente. Depósitos de gordura ao longo da zona lombar.
4- Costelas não palpáveis sob uma camada grande de gordura; grandes depósitos de gordura sobre a zona lombar, focinho e membros; distensão do abdómen sem ancas marcadas, grandes depósitos de gordura abdominal.
Os principais riscos que um animal corre ao ser obeso são: o aparecimento de doenças degenerativas articulares devido ao excesso de peso, alterações nos cios, infertilidade, dificuldades nos partos (distócias), intolerância ao calor, hipocinesia (evitam o exercício físico), riscos acrescidos durante

anestesias ou cirurgias, problemas de cicatrização, problemas cardiopulmonares com diminuição da oxigenação dos tecidos e intolerância ao esforço, alterações endócrinas com aumento da secreção de
glucocorticóides (cortisona) pela cápsulas suprarenais, aparecimento de tumores adiposos (lipomas), problemas metabólicos, doenças do fígado, maior propensão para a diabetes mellitus, entre outros.
Por todos estes motivos, nos dias que correm, já não há desculpa para o seu animal ser obeso.
Informe-se com o seu Veterinário para o seu gato ficar em forma!

OBESIDADE NOS CACHORROS


Nas últimas décadas o relacionamento entre homem e cão passou por sensíveis mudanças. Muitos tipos e marcas de ração foram lançados pelas grandes empresas e passaram a ser amplamente recomendadas pelos veterinários como a melhor forma de manter saudáveis os cães. No entanto, apesar de serem produtos desenvolvidos com o objetivo de fornecer aos cães tudo o que eles precisam, é cada vez maior o número de cães que sofrem com problemas sérios de obesidade... Porque?
Um dos principais fatores geradores do cão obeso é o seu proprietário. Isso mesmo! Muitos donos de cães, com a maior ingenuidade, exageram quer nos petiscos caninos, quer na quantidade da ração diária, e, principalmente, nos agradados não-caninos, como bolachinhas, pão, biscoitos, chocolates, como aquele restinho de arroz e macarrão do almoço...
Além disso, a escolha do tipo de ração é fundamental: cães adultos devem comer ração especial para cães adultos e não para filhotes, e vice-versa, uma vez que para cada fase de desenvolvimento as necessidades nutricionais são bastante diferentes. O mesmo vale para os cães idosos, que devem, sempre que possível, receber rações específicas para a idade avançada. No caso das fêmeas grávidas ou que ainda estão amamentando, é fundamental que elas recebam ração para filhotes, uma vez que estas possuem maior quantidade de cálcio.
Outro fator importante que pode levar à obesidade é a falta de exercícios adequados para o nível de atividade próprio cada raça. Ou seja, cães pouco ativos e que recebam ração em grande quantidade, com certeza ficarão obesos. No entanto, em muitos casos a simples introdução de uma carga maior de exercícios não é suficiente para reduzir o peso de um cão obeso.
Problemas causados pela obesidade
Quando um cão está obeso - assim como os humanos - a primeira parte do corpo a sofrer é a coluna vertebral, que passa a ser exigida em excesso. Mas além da coluna, cães obesos podem apresentar ainda muitos problemas de pele e eczemas além de comportamentos sonolentos, dificuldade de andar e perder o fôlego com facilidade.
Os cães obesos tornam-se ainda mais predispostos a desenvolver problemas nas ósseos e das articulações, como reumatismos, hérnias e displasia.
Outro órgão bastante prejudicado com a obesidade é o coração, e por conseqüência, todo sistema circulatório. Assim, muitos cães obesos viram novas vítimas de problemas cardíacos.
No entanto, a obesidade não prejudica apenas os cães adultos. Cuidados especiais devem ser tomados para que os filhotes não sejam atingidos por este problema, o que certamente acarretaria ainda mais prejuízos, já que na fase de crescimento problemas como a displasia podem ser fortemente agravados pelo excesso de peso.
Como saber se seu cão está obeso?
Convencionou-se que quando o cão estiver com 15% a mais do peso normal ele está obeso. Segundo alguns estudos, cerca de 24% dos cães sofre com excesso de peso, e as raças mais predispostas à obesidade são: labrador, cocker spaniel inglês, dachshund, Golden Retriever, beagle e basset hound.
Um método simples é pegar a pele entre os dedos, ao nível das costelas. Se agarrar uma prega muito grossa, ele está acima do peso. Outro sinal bastante característico é um aumento da massa de gordura ao redor do pescoço do cão.
Como resolver o problema da obesidade?
Antes de mais nada, o principal cuidado é levar o seu cão para um check-up. E isso, só um veterinário pode realizar. O check-up vai conseguir detectar se o problema da obesidade não está ligado a nenhuma disfunção hormonal e caso isso seja o problema, só um veterinário poderá indicar o melhor tratamento.
  • Elabore, em conjunto com o veterinário, uma meta de peso adequada ao seu cão. Lembre-se de que se o dono não colaborar qualquer tentativa de dieta será inútil.
  • Verifique sempre as quantidades recomendadas de ração pelo fabricante. Muitas vezes a simples redução das quantidades diárias já é suficiente. Em outros casos, a mudança para uma ração diet ou light é uma solução bastante eficiente.
  • Elimine os petiscos não-caninos e reduza os biscoitinhos entre as refeições.
  • Procure não deixar a ração à disposição do cão. Estabeleça horários fixos e com isso você estará mais apto a descobrir exatamente quanto come seu cão. No caso de proprietários que possuem mais de um cão, verifique se um dos cães não está 'roubando' a ração do outro.
  • Inicie ou aumente as sessões de exercícios com o seu cão.
    Atenção: os cães não devem ser submetidos a exercícios extenuantes... escolha cuidadosamente os horários para os passeios e exercícios diversos. Não leve seu cão para passear do lado de fora de veículos ou motocicletas. Respeite o ritmo de seu cão e vá aumentando a carga de exercícios paulatinamente. Além das caminhadas, você pode ainda praticar alguma das muitas atividades que vão fazer seu cão perder peso, como o agility e a natação.